DICA
- Financiamentos.
Saiba mais sobre financiamentos de imóveis.
Difícil
encontrar quem não sonhe com a casa própria.
Ter o “seu cantinho” costuma ser o grande objetivo na vida
das pessoas. Para realizar esse sonho, porém, é
preciso ter uma considerável quantia de dinheiro
à mão - para pagar uma casa à vista
ou em algumas parcelas. Caso isso não seja possível,
será preciso recorrer ao financiamento imobiliário.
Atualmente, existem três modalidades básicas
de financiamento: Sistema Financeiro da Habitação
(SFH), Carteira Hipotecária (CH) e Sistema Financeiro
Imobiliário (SFI).
Os
financiamentos imobiliários feitos pelo Sistema Financeiro
da Habitação (SFH) contam com regras estipuladas
pelo governo e atividades fiscalizadas pelo Banco Central.
Por esse sistema, os recursos da caderneta de poupança
e do FGTS são emprestados para aqueles que vão
adquirir imóveis. A intermediação é
feita pelos bancos. No SFH, as taxas de juros são
tabeladas (12% ao ano, uma das mais baixas do mercado);
e a correção das prestações
é feita pelo índice que corrige também
a caderneta de poupança. Atualmente, esse índice
é a Taxa Referencial (TR). No SFH só são
aceitos financiamentos de até R$ 150 mil para imóveis
com valor máximo de R$ 300 mil.
Na
Carteira Hipotecária (CH), as taxas
de juros são livres. A correção das
prestações também é feita pela
TR. Não há limite para o valor máximo
do imóvel a ser financiado, mas, nesse caso, os bancos
costumam financiar - em média - entre 30% e 60% do
valor do imóvel.
Já
o Sistema Financeiro Imobiliário
(SFI) dá aos bancos uma proteção maior
contra inadimplência já que, por esse sistema,
a instituição adota como garantia a alienação
fiduciária. Através dela, o imóvel
financiado continua em nome do banco e o mutuário
apenas desfruta do uso da casa ou apartamento. No caso de
inadimplência, o banco recebe o imóvel de volta
em até 90 dias.
Nas
linhas de financiamento imobiliário, a garantia do
pagamento é o próprio imóvel. Vale
lembrar também que a correção pela
TR dá a esse financiamento um caráter de imprevisibilidade,
porque a Taxa Referencial embute juros, além de inflação.
Por isso, para quem pretende entrar num financiamento imobiliário,
a recomendação dos especialistas é
que se planeje os gastos e se comprometa apenas 20% da renda
com a prestação. Isso dá uma margem
de manobra para o comprador, no caso de queda na renda ou
vaivéns abruptos da economia.
Mas,
nem tudo está perdido. Nossa dica é: pesquise
bastante, planeje e faça suas contas, antes de optar
por uma instituição. Com certeza, será
possível encontrar uma opção que caiba
no seu bolso.
Mas
será que você está preparado para comprar
a casa própria? O consultor de finanças pessoais
Louis Frankenberg, autor dos livros Seu Futuro Financeiro
e Viva Melhor Sem Dívidas, dá algumas dicas
para refletir antes de partir para a compra da casa própria:
•
Você dispõe da entrada exigida para a compra
da casa própria?
• Tem certeza de que não vai precisar se mudar em
breve?
• Todos os membros da família estão comprometidos
com o sacrifício que terá de ser feito? Por
exemplo, abandonar a idéia das férias no exterior?
• O aluguel que você paga é muito baixo em
relação ao mercado? Se for, talvez seja melhor
economizar para comprar a casa à vista.
• Você não está comprometendo muito
dos seus rendimentos líquidos mensais com a prestação?
(ele recomenda 25%, no máximo)
• Você tem um fundo de reserva para enfrentar dificuldades
financeiras, como, perda do emprego, problemas de saúde?
Se não tiver, faça imediatamente. Uma boa
reserva é o valor de doze prestações
do financiamento imobiliário.
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